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Crédito: Divino Guia

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O QUE BEBER - QUE VALE A PENA

Vinhos do Hospices de Beaune


SÃO PAULO - POR ÁLVARO CÉZAR GALVÃO - Hospices de Beaune na Anima Vinum com degustação de oito vinhos - 4 brancos e 4 tintos - e com a presença ilustre de seu representante diretor, o francês François Poher, que adora o Brasil que lhe deu o amor de sua vida e companheira. Também presente o Alaor Lino, da Anima Vinum Brasil.

No site da Anima Vinum, que importa os vinhos do Hospices de Beaune, em alguns rótulos figuram o nome do Alaor Pereira Lino e a mensagem que se lê é a seguinte: “Atuamos como descobridores de vinhos elaborados de maneira artesanal pelos produtores conhecidos como “vignerons récoltants”. Estes verdadeiros artistas, que são poucos e seletos, desenvolvem um trabalho minucioso, resultando em uma experiência única aos apreciadores dos vinhos da região considerada a mais icônica do mundo. ​Oferecem não somente vinhos de excelência da Borgonha, feitos por produtores apaixonados pela arte do “savoir-faire”, como também levam até você o que chamamos de “découverte du vin”, que significa vivenciar a degustação dos vinhos em sua plenitude”.

Voltando ao texto que iniciei sobre a vinda de Monsier François que, reunido com um pequeno grupo de jornalistas na sede da Anima Vinum, contou um pouco sobre a história incrível do hospital Hospices de Beaune, do Hôtel-Dieu de Beaune e da venda dos vinhos vinificados nas propriedades do Hospices de Beaune, tudo supervisionado pela incansável Anna Rita Zanier.

Em 1443 o chanceler Nicolas Rolin funda o Hôtel-Dieu. Beaune acabava de sair de uma longa guerra e o Hospices de Beaune, com intenção declarada de se fazer parecer uma construção que lembrasse um castelo, foi o lugar que recebeu doentes atingidos pela peste negra na Idade Média.

Em 1457 Guillemette Levernier fez sua primeira doação de vinhas ao hospital e esta tradição perdura até hoje, de certo modo com os leilões. Atualmente Hospices de Beaune tem 60 hectares, onde 50 são plantados com a Pinot Noir e o restante com Chardonnay.

Com 22 viticultores selecionados pelo maestro, esta vinícola, que é quase uma cooperativa, conta com 85% dos Premiers Crus e Grands Crus que serão vendidos em um leilão que acontece no 3º domingo de novembro. Este evento, organizado hoje pela casa Christie’s, é a mais célebre venda de caridade vinícola no mundo. O produto do leilão é todo revertido para as obras, melhorias e acompanhamentos do complexo hospital-hotel.

O leilão também representa um papel balizador para os preços de todos os vinhos da região daquela safra. Esses vinhos elaborados por vários produtores trazem a denominação “Hospices de Beaune” no rótulo e são sempre vendidos a preços mais altos do que outros da mesma qualidade, porque o objetivo é a arrecadação de fundos para a instituição benemérita.

Outra curiosidade contada por Monsier François é sobre a “Peça de Caridade” ou “Peça do Presidente”, que representa o leilão de uma barrica borgonhesa com 228 litros, equivalentes a 300 garrafas, direcionadas a uma obra de caridade.

Sobre os vinhos com a denominação Hospices de Beaune, que degustei na Anima Vinum, o que mais me chamou a atenção, embora todos sejam muito especiais, foi o
Hospices de Beaune 2015 Beaune Premier Cru Cuvée Dames Hospitalières Acheteurs: Alaor P. Lino & Filhos. Mineral (lembra pó, poeira), frutado e cheio de especiarias reveladas tanto no olfato quanto em boca.

Os outros degustados pela ordem foram:
Hospices de Beaune Saint Romain 2015 Acheteurs: Alaor P. Lino & Filhos

Hospices de Beaune Beaune Blanc Premier Cru 2014 Acheteurs: Alaor P. Lino & Filhos

Hospices de Beaune Volnay-Santenot 2012 Premier Cru Acheteurs: Alaor P. Lino.

Também degustamos maravilhosos tintos e começo pelo que mais gostei.
Bourgogne Passetoutgrain Gerard Mugneret com chocolate, floral e frutado no olfato, confirmados em boca, elegante, taninos presentes, equilibrado, sensacional.

Gran Vin de Bougogne Domaine Gondard-Perrin 2014 Vieilles Vignes

Rully Premier Cru 2014 Domaine Manigley

Bourgogne Hautes-Côtes-de-Beaune 2014 Francis Lechauve

Lembranças que não saem da memória por tudo que representam e pelo caráter benemérito que em nada afeta a qualidade, muito ao contrário!


Álvaro Cézar Galvão (de São Paulo), o engenheiro que virou vinho, é autor do site Divino Guia


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PUBLICAÇÃO DE 29 DE OUTUBRO DE 2018


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Tags  o que beber, que vale a pena, anima vinum, são paulo, sp, brasil, hospices de beaune, vinhos


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