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Crédito: Pixabay

5ª International Wine Show

O QUE BEBER - QUE VALE A PENA

Re-Provando e Conhecendo


SÃO PAULO - POR BRENO RAIGORODSKY -
A 5ª International Wine Show revelou-se um bom lugar para passarmos algumas horas reencontrando velhos amigos, provando de novo, aprovando, reprovando velhas garrafas conhecidas desde outros carnavais, e para conhecer novos produtos que estão saindo do forno.

Na Wine Show, ao contrário da maioria das feiras, o formato espartano e regular confere pesos iguais aos expositores, o que é legal! O número de garrafas que cada um coloca em evidência é bem semelhante.

Com isso a 001, a Fabene, a Obra Prima, a Terra Vinis, a Galeria dos Vinhos e outras pequenas importadoras se igualam, ao menos aos olhos do leigo, às conhecidíssimas e tradicionalíssimas Mistral, Casa Flora, Interfood, Cantu, Adega Alentejana, WorldWine, Zahil, Vinci, Vinhos do Mundo, KMM e outras.

Neste formato, as brasileiras se igualam às importadoras e Valduga, Salton, Miolo e Perini ficam de bom tamanho para apresentar suas estrelas e novidades.

Evidentemente, as grandes marcas atraem a maioria, tendo em vista o legado que construíram ao longo do tempo, e as pequenas atraem a minoria, na qual me incluo sempre, disposto a procurar do que apanhar o que está superexposto.

Gostei de ver os vinhos da KMM, da Valduga e da Devinum, que não conhecia muito.

Fiquei feliz em ver a Galeria dos Vinhos se apresentando com dois produtos argentinos diferenciados, como é o caso do Contrabandista Petit Verdot: tanta concentração que enche a taça de negritude, sem qualquer transparência, quase 15% de álcool, devido a uva e o estacionamento por 12 meses em madeira francesa de tosta alta. Excelente na boca e no bolso – R$155,00 (na Feira R$125,00).

Na Terra Vinis, vi uma seleção bem bacana: entre outros, um rosé – que apesar de ser um VAR – portanto da costa mediterrânea - tem mais jeitão dos grandes Rhone, seja na falta de cor (é quase branco, cor “casca de cebola”), seja no álcool firme de 13%, seja na boca seca. Sem traço imediato de açúcar residual: nada a ver com os rosados de piscina. Alpes Cote Côte d’Azur VAR Indicação Regional (IGP), dito Sirènes Mediterranée, é o nome dele: R$68,00 (na Feira R$59,00).

Da mesma Terra Vinis, vi um Barbaresco modestinho, mais para Langhe Nebbiolo, menos para Barbaresco. Dizendo assim, parece depreciativo, mas não é. Barbarescos iguais a seus irmãos mais poderosos, os Barolos, são vinhos que saem cada vez mais das cartas de vinho sérias, pois precisam de muito tempo respirando para serem servidos e ninguém vai abrir um vinho para um cliente que faz reserva e pede para deixar seu vinho preparado porque chegará às 21 horas...a não ser que seja um cliente regular, confiável. Portanto, os grandes do Piemonte decepcionam no restaurante porque são vinhos para se tomar em casa e por isso o Langhe Nebbiolo tornou-se uma versão mais popular e muito mais viável. Este Bugia não é aquele esplendor, mas é um grande vinho e de gastronomia fácil. Simpático, até pelo nome, que quer dizer “mentira” em italiano. Bugia Barbaresco Pietro Del Campo DOCG. De R$198,00 (na Feira R$139,00).

A gigante portuguesa Sogrape trouxe para conquistar este Além-Mar seu espumante Mateus Sparkling a R$66,00 (Na Feira R$54,00) e o Pinot Noir Ribbonwood Marlborough, excelências em seus países de origem, e que conquistam - com seu estilo juvenil, onde fruta e acidez se destacam - os novos mercados, dos EUA à Alemanha, Inglaterra e Bélgica.

Espaço para a Valduga e seu Villa Lobos C.Sauvignon 2011 - 100% varietal. Um Medóc de uma uva só (que ainda vai melhorar com mais alguns poucos anos) com 13,5% de álcool, um PH 3,59, com 5,2 g/l de ácido tartárico e está entre os melhores tintos brasileiros, sem dúvida. Preço cheio R$159,00 (na Feira R$129,90)

Gostei de ver a importadora Charbonnade firme e forte. Sua Sidra Espumante Quebrada Del Chucao Brut Nature, sem qualquer açúcar residual, me fez lembrar que um dia gostei de Sidra para acompanhar aquelas panquecas (Crèpes) de trigo sarraceno que se comia na Rue Vaugirard, no coração do Quartier Latin, 1973/4. Uma Sidra que não é para se tomar com a carninha da Lage, no domingão da periferia. Ou é? Sei lá! R$85,00 (na Feira R$72).

Crédito: Divulgação

Imagem ilustrativa



Breno Raigorodsky (de São Paulo) é bacharel em filosofia, publicitário, juiz internacional de vinho e winecoach (www.winecoachbr.com)


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PUBLICAÇÃO DE 10 DE AGOSTO DE 2018


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Tags  o que beber, que vale a pena, breno raigorodsky, são paulo, sp, brasil


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