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Crédito: Rippon

Vinhedos da Rippon no outono

O QUE BEBER - QUE VALE A PENA

Conhecendo os maravilhosos vinhos neozelandeses


NOVA ZELÂNDIA - POR WALTER TOMMASI - No Brasil quando falamos de vinhos da Nova Zelândia temos uma certeza: o padrão de qualidade dos seus produtos é sempre muito alto, mas por outro lado o preço não é o que o grande público consumidor está disposto a pagar. A consequência se torna muito previsível: o volume de vendas aqui não é grande, e seu público cativo é formado basicamente por conhecedores, que dão valor à sua alta qualidade, ou por consumidores mais abastados e abertos a novas experiências.

A Nova Zelândia entrou numa época na história elaborando vinhos com a uva francesa Sauvignon Blanc, que se destacaram por serem muito minerais e por terem fruta com um ligeiro dulçor, o que imediatamente entrou no gosto dos consumidores do mundo inteiro, especialmente nos EUA. O então baixo custo também foi fundamental, pois eram vendidos na faixa de até 10 dólares, o que ajudou ainda mais na divulgação dessa nova região produtora. Com o passar do tempo, alguns desses vinhos mantiveram seu bom custo- benefício, mas a maioria incrementou ainda mais a sua qualidade, e logicamente seus preços também cresceram.

Particularmente os Sauvignon Blanc neozelandeses sempre foram de meu agrado, mesmo considerando que o já mencionado ligeiro dulçor de fruta me incomodava um pouco. Hoje, provando as novas gerações, fico encantado com a sua mineralidade, pronunciada sem aquelas notas doces, o que os tornam vinhos não tão fáceis para o público em geral, mas uma referência para os apreciadores desse estilo.

Mas a coisa não parou por aí, pois foram lançados maravilhosos Pinot Noir
que em minha modesta opinião hoje se rivalizam com os sempre bons ancestrais da Borgonha e mais recentemente alguns Syrah que certamente farão história.

Tive o privilegio de ser convidado para um evento de prova organizado pela importadora Premium
pioneira desta origem e detentora do maior número de rótulos neozelandeses no Brasil ─, que teve o objetivo de anunciar algumas mudanças no portfólio, devido à chegada de novas safras e produtores. A apresentação ficou a cargo do competente consultor e palestrante Jorge Lucki, que recentemente fez uma ampla viagem pela Nova Zelândia e dividiu conosco suas experiências.


VINHOS

Painel

Hunter’s Kaho Roa Sauv Blanc 2016 - R$ 216 (Novo)
Ata Rangi Sauv Blanc 2016 - R$ 227 ( Novo)
Trinity Hill Homage Syrah 2014 - R$ 1.023
Ostler Carolines Pinot Noir 2015 - R$ 284
Burn Cottage Pinot Noir 2015 - R$ 682
Rippon Mature Vine Pinot Noir 2013 - R$ 546

Um painel de altíssima qualidade, que mostrou o grande potencial dos vinhos neozelandeses. Devo admitir que meu coração ficou com os dois últimos, especialmente o Burn Cottage, sensacional!

Outros vinhos provados

- Burn Cottage Moonliht Pinot Noir 2015 – R$ 500
- Rippon Mature Vine Riesling 2015 – R$ 306
- Rippon Mature Vine Gewustraminer 2015 – R$ 306
- Osler Blue House Pinot Noir 2015 – R$ 284
- Pegasus Bay Riesling 2012 – R$ 343
- Espumante Hunter’sMiru Miru Reserve 2010 - R$ 256
- Ata Rangi Pinot Noir 2015 – R$ 682
- Clearview Sauv Blanc Reserve 2014 – R$ 300
- Clearview Chardonnay Reserve 2014 – R$ 511
- Fallen Angel Sauv Blanc 2016 – R$ 284
- Fallen Angel Riesling 2016 – R$ 2016 – R$ 250

Por aqui devo destacar o surpreendente espumante Hunter’s, o Ata Rangi Pinot Noir, o Clearview Chardonnay, e o Fallen Angel Sauv Blanc.


Parabéns à Premium pela magnífica seleção de produtores e por continuar apostado suas fichas nesta pouco divulgada origem.


Premium Wines
Site: www.premiumwines.com.br
Fone: (11) 2574-8303


Walter Tommasi (de São Paulo) é consultor e palestrante de vinhos, e foi diretor da SBAV-SP


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PUBLICAÇÃO DE 8 DE NOVEMBRO DE 2017


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Tags  o que beber, que vale a pena, premium wines, nova zelândia, , nova zelândia


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